Leningrado, Linha 41 (2017), direção de Dênia Cruz.

Percorrendo Natal pelas vias do audiovisual

Leningrado, Linha 41 (2017), direção de Dênia Cruz

Areia de todas as cores, 2021 - Sarah Esli

Areia de todas as cores, 2021

Sarah Esli

Chuva, 2021 - Sarah Esli

Chuva, 2021

Sarah Esli

Curtas Urbanos, 2018 - Jayne Pereira

Olhar a cidade enquanto um cenário real faz do audiovisual uma ferramenta de leitura de paisagens e fenômenos no território. Ferramenta de observação e compreensão sobre as realidades das pessoas que nela habitam e de discussão crítica sobre qual a cidade que é construída e qual a cidade que queremos. O audiovisual potiguar vem produzindo um acervo repleto de obras que, intencionalmente ou não, trazem reflexões e narrativas sobre essa cidade de dicotomias.

ATO 1 .

Reconhecendo os

espaços da cidade

com a câmera na mão

Ao longo de minha formação passei várias horas do dia pendulando da margem ao centro - da conurbação entre a Zona Norte de Natal e o município de São Gonçalo do Amarante - a caminho do outrora CEFET (atual IFRN) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Nesse trajeto, por vezes contemplativo e muitas vezes exaustivo, era possível observar as texturas da urbe, atravessar o rio Potengi, sentir o calor do dia-a-dia caótico, as mudanças notáveis de um bairro para outro, os ambientes ricos e pobres e os ciclistas se aventurando e correndo risco por entre os carros.

Logo no início da graduação em Arquitetura e Urbanismo os professores nos solicitaram produzir um pequeno vídeo-percurso pela cidade. Numa manhã de domingo percorremos o Canto do Mangue, a Ribeira e a Cidade Alta, os redutos de onde se iniciou a formação de Natal. Apesar do medo de gravar um vídeo em ruas pouco movimentadas e potencialmente perigosas, foi possível contemplar essa parte mais antiga da cidade, perceber as diferenças marcantes de um bairro ao outro, um mais boêmio e com a presença de armazéns e casarões antigos, e o outro mais comercial e marcado por edifícios modernos imponentes.

Essa provavelmente foi a primeira experiência em que exercitei o "ato de perceber” a cidade através do audiovisual. Posteriormente esse interesse foi só aumentando e se manifestando em outros trabalhos desenvolvidos ao longo da graduação e também em paralelo a ela, em produções independentes. Seguindo inspirada por essa experiência de imergir na cidade através do audiovisual,  tive a oportunidade de conhecer a comunidade do Gramorezinho, que se localiza entre os bairros de Pajuçara e Lagoa Azul e que se limita ao município de Extremoz. Trata-se de uma região periurbana com fortes características rurais pela presença da  horticultura, e que há mais de uma década vem passando por um processo de transformação pela implantação do Pró-Transporte, projeto que reestrutura a malha viária que conecta a Zona Norte com a Ponte Nova. Nesse processo, vários moradores da Av. Moema Tinoco têm sofrido com o processo de desapropriação, e ao fazermos o reconhecimento dessa área entrevistamos algumas dessas pessoas afetadas por esse processo de despejo, a fim de compreender suas percepções. Desse trabalho foi elaborado o curta-metragem Existe Vida na Moema ¹

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atenta a essa inter-relação entre cinema e cidade, integrei a equipe de um projeto de extensão intitulado Curtas Urbanos ². A ação ocorreu nos dois semestres de 2018 e tinha a proposta de trazer curtas-metragens produzidos por realizadores locais, promovendo a exibição dos filmes seguida por debate sobre as temáticas, que dialogavam com assuntos discutidos nas disciplinas do curso, sempre convidando os produtores dos curtas, professores, convidados externos e a comunidade acadêmica.

Na curadoria desse projeto trouxemos alguns filmes que abordam perspectivas relativas aos estudos urbanos, tais como direito à cidade, direito à moradia, vulnerabilidades socioambientais, patrimônio, entre outros temas pertinentes à formação em arquitetura e urbanismo. Esse processo abriu o olhar e os horizontes acerca de filmes que eu já havia visto, e outros que passei a conhecer, além de curtas de autoria própria que dialogavam com essas temáticas, e propiciou um rico intercâmbio de ideias.

 

ATO 2 .

Compreendendo Natal

e sua produção audiovisual

Levando em conta a formação de Natal - fruto de uma decisão da colônia portuguesa para garantir a posse do território - já desde seu cerne teve uma conformação segregada. Segundo o pesquisador Pedro de Lima³, da Fortaleza dos Reis Magos - que simbolizou sua fundação - à cidade em si, havia uma distância considerável. Por três séculos a cidade foi crescendo a passos lentos, e só nos meados do século XIX se passa a discutir uma modernização da capital, impulsionada pela indústria do algodão no interior do Estado que exigia maiores intervenções e infraestrutura, a fim de resolver as condições ambientais da Ribeira e do Baldo e a interligação comercial com o centro. Já no alvorecer do século XX se dá início uma série de intervenções sanitárias e de ordenamento urbano com a implementação da Cidade Nova (ou Plano Polidrelli) criando os bairros de Petrópolis e Tirol, que contribuiu para a segregação da elite da época numa área que seria toda estruturada e modernizada, adequada à burguesia. Nessa época também veio a ser construída a ponte metálica sobre o Rio Potengi, ligando Natal ao interior do estado através da rede ferroviária, fortalecendo assim a ligação econômica. Essa conformação favoreceu o crescimento do bairro do Alecrim, que já de cara se constituiu como um bairro popular e comercial.

Durante a Segunda Guerra Mundial,  Natal deixou de ser uma cidade pacata para assumir ares de uma cidade cosmopolita. Pro bem ou pro mal, a guerra criara uma movimentação do mercado imobiliário nunca antes vista. Nos anos 1940 foi loteado o atual bairro de Lagoa Nova, e a cidade foi se expandindo ao sentido sul, às margens da atual Av. Senador Salgado Filho/BR-101.

De lá pra cá, vários fatores têm influenciado a expansão da cidade, e como aponta Ruth Ataíde, no decorrer das revisões do Plano Diretor buscou-se incorporar instrumentos e parâmetros para regular esse crescimento, no sentido de proteger aspectos ambientais e paisagísticos da cidade e trazer o reconhecimento de Áreas Especiais de Interesse Social existentes, a fim de garantir o cumprimento da função social da propriedade em combate a especulação imobiliária, ou seja, a retenção de terras ociosas dentro da cidade. Outro fator determinante para a segregação da cidade se encontra na lógica de uma política habitacional que induziu a construção de habitações populares em áreas mais distanciadas, baratas e carentes de infra-estrutura. 

Proponho navegar por um apanhado de obras que de uma forma ou de outra trazem uma reflexão crítica sobre os moldes dessa cidade cheia de complexidades, que cresceu, se espraiou e se fundiu às suas bordas, trazendo também um enfoque para essas produções que lançam o olhar para regiões menos privilegiadas, ou que apresentam conflitos e problemáticas sócio-ambientais evidentes.

Muitos filmes potiguares tomam partido de elementos cênicos da paisagem na construção da narrativa, como a “ponte velha” ou a “ponte nova”, como é o caso do filme O menino do dente de ouro , dirigido por Rodrigo Sena. O curta-metragem de ficção  se passa no bairro do Alecrim e aborda o comércio ilegal de peças de ouro dos mortos enterrados no cemitério do bairro, narrativa que reforça a  forte característica do comércio informal e popular do Alecrim. Já o curta documental Sem ser semeado traz os depoimentos de comerciantes do camelódromo, em enfrentamento a uma proposta de intervenção que foi posta à prefeitura por parte de empresários, prejudicando vários trabalhadores informais do local.


O curta Abraço de Maré , com direção de Victor Ciríaco, me cativou desde a primeira cena, pois retrata um cenário que eu sempre via ao atravessar a “ponte velha”. O filme apresenta uma família que mora numa casa de taipa “ilhada” às margens do Rio Potengi. Sem intenção direta de trazer uma crítica social sobre a ocupação informal numa área de risco, ou sobre a falta de assistência técnica à famílias que vivem em condições de vulnerabilidade, o filme enfoca nos discursos das pessoas, como é seu dia-a-dia, como é sua relação enquanto família e pessoas batalhadoras

pela própria sobrevivência

 

A questão da luta por moradia é abordada com mais ênfase em dois documentários  de Dênia Cruz, que se passam nos bairros de Planalto e Guarapes, na região oeste da cidade. Leningrado, Linha 41 aborda a história de cerca de 120 famílias, que em 2004, armaram seus barracos e montaram a ocupação, cujo nome faz uma alusão à cidade soviética homônima sitiada em 1941 durante a Segunda Guerra Mundial . Este conjunto foi resultado do processo de ocupação e de luta coletiva do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), e, na época, foi considerada a maior ocupação em defesa do direito à moradia do Norte-Nordeste.

 

Já Casa com Parede trata  do assentamento 8 de março - ocupação que surgiu em 2012 a partir da  reunião de pessoas que lutavam pelo direito à moradia num terreno público entre os conjuntos Santa Clara e Leningrado - e que foi destruída por um incêndio em outubro de 2017, deixando mais de cem famílias desabrigadas. Desde 2013 estava prevista  a construção de moradias populares no local, mas apenas após o desastre as famílias foram relocadas para habitações do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) no condomínio Village de Prata, como é mostrado no filme

Ampliando o debate sobre luta por moradia e assistência técnica, o curta documental Entre Muros: vida escondida na Comunidade do Jacó ¹⁰, produzido por Marcello Uchoa foi um produto que surgiu de núcleo urbano do Programa de extensão universitária Motyrum de Educação Popular em Direitos Humanos, que realizou uma ação participativa com essa comunidade que vive cerceada entre muros no bairro das Rocas. A população local vem lutando para o reconhecimento enquanto Área Especial de Interesse Social (AEIS) e enfrentando impasses devido ao avanço da especulação imobiliária na área.

 

Da trilogia da invisibilidade social do realizador Paulo Dumaresq, destaco os filmes Catarro ¹¹ e Cidadãos invisíveis ¹², que abordam sobre pessoas em vulnerabilidade social e em situação de rua. Assim como em Abraço de maré, os filmes possuem estética em preto e branco e ressaltam a voz e vivência dos personagens – exceto pelo personagem Maribondo em Cidadãos Invisíveis, no qual o diretor usa sua voz para a  narração, tendo em vista que a personagem não consegue se comunicar. As obras escancaram a falta de um plano de assistência social efetivo, e um completo abandono a estes indivíduos que carecem de moradia e condições de vida dignas, previstos na Constituição e no Estatuto das Cidades.

Dentro do contexto de revisão do Plano Diretor de Natal, em 2019 foi produzido o documentário Tire as Construções da Minha Praia ¹³, que traz uma crítica contundente à forma como o processo vem sendo conduzido pela prefeitura, atendendo aos interesses do mercado imobiliário, o que consequentemente provocaria a expulsão de moradores de áreas identificadas como AEIS, induzindo a uma verticalização e prejuízo na qualidade paisagística e ambiental da cidade. Esse documentário trouxe vários depoimentos de moradores antigos e representantes comunitários, assim como representantes do Fórum de Direito à Cidade que relatam a situação alarmante dessas decisões em bairros como Santos Reis, Rocas e Mãe Luiza, caracterizados como bairros populares e que apresentam condições de fragilidade ambiental.

Sobre desastres nas praias de Natal, o documentário Estrondo ¹⁴, com direção de Ygor Felipe, apresenta os relatos de moradores de Ponta Negra, narrando acontecimentos que marcaram a história da praia e geraram transformações na vida dos pescadores e agricultores e ambulantes, com as transformações impulsionadas pelo turismo e implantação de obras na área. Apresenta os conflitos com a retirada violenta das barracas, e o desabamento do calçadão e a presença do esgoto vergonhosamente despejado a beira-mar.

 

Essa situação também é abordada de forma bastante satírica pelo filme docu-ficcional [In]sustentável ¹⁵, dirigido por Seo Cruz e Júlio Castro, que mescla imagens reais coletadas da época com uma trama surreal onde personagens investigam os fatos e se deparam com o surgimento de seres estranhos na praia. Diversos outros filmes abordam os conflitos existentes em Ponta Negra, que é um território que abriga várias tradições populares, mas também, devido ao apelo turístico, atraiu uma ocupação modernizada e adensada que gera uma série de impactos locais, positivos e negativos.

 

ATO 3 .

A Natal audiovisualizada

 

É um desafio elencar dentre tantos filmes já produzidos na capital potiguar, aqueles que apresentam cenários e depoimentos que endossam a discussão sobre a cidade. Uma das reflexões que surgiram a partir desse exercício de perceber a “cidade vista” versus a “cidade ignorada” é a de como uma cidade pode abrigar tantas histórias que podem ser abordadas através das nuances que perpassam por entre imagens e sons.

O gênero documental costuma trazer uma visão mais crítica sobre a cidade, o que não isenta a possibilidade de filmes ficcionais trazerem uma visão analítica sobre o território também, como no caso das ficções referidas no ato precedente. O Menino do Dente de Ouro cria uma trama dentro de um cenário bem conhecido na cidade pelo comércio popular e [In]sustentável elabora um drama experimental exagerado para expor um fato real.

O audiovisual tem essa capacidade de adentrar realidades muitas vezes desconhecidas pela maioria da população sobre seu próprio lugar.  Acredito que as técnicas utilizadas na criação de um material audiovisual alcançam uma percepção subjetiva, poética e estética, que muitas vezes pode transformar o olhar de quem vê aquilo no plano real em contraponto a essa mesma imagem sendo transmitida na tela mesclada a sonoridades, vozes e evocações sobre o que aquilo simboliza dentro de uma visão e debates mais amplos.

É uma ferramenta que toca dimensões sinestésicas capazes de criar novas significâncias para coisas que em outros contextos poderiam parecer banais. Vejo isso como um elo que liga os documentários citados no ato anterior: a estética preto e branco de Abraço de Maré, Catarro e Cidadãos Invisíveis, que evidencia a poética apesar das condições de miséria das personagens; o embasamento histórico-teórico somado a depoimentos, algo que é explorado nos documentários da realizadora Dênia Cruz, assim como em Sem Ser Semeado, Estrondo e Tire as Construções da Minha Praia  que trazem esse caráter elucidativo sobre as desigualdades estruturais impostas em nossa sociedade.

Também me faz imaginar quantos filmes poderiam ser feitos sobre outras questões determinantes na conformação da cidade, como as controversas obras estruturantes da Copa de 2014 que culminaram com a demolição do estádio Machadão, um ícone da arquitetura moderna no coração da cidade, substituído pelo atual Arena das Dunas. Ou mesmo da recente demolição do Hotel Reis Magos, que é abordado de forma breve no curta Tire as Construções da Minha Praia, mas que por si só daria um filme.

 

E mesmo o “filme” que vivenciei de perto com a construção de mais um viaduto na região onde resido, que assim como em Existe Vida na Moema, fruto do projeto Pró-Transporte, vem causando tantos impactos na vida dos moradores e comerciantes locais, numa orquestra distópica de uma cidade que vem se moldando em nome do progresso, onde mais carros passarão - literalmente e subjetivamente - por cima de mais “cidadãos invisíveis”.

 

A cada vez que se assiste um filme é possível perceber coisas novas; mesmo que o filme permaneça inalterado, nosso olhar muda com o tempo. A cidade também muda, é um organismo em constante transformação. Uma das mágicas do recurso audiovisual é poder manipular o tempo e criar narrativas dentro de um enquadramento de tela, a partir de uma sequência de imagens que geram movimento. Nessa conjunção de frames é possível registrar esse cenário que se transforma, e que gera um acervo de retratos que refletem diferentes momentos do lugar. Em cada novo filme a cidade é captada e arquivada para novos olhares. Levando em conta esses potenciais do audiovisual, eis a questão: como é possível utilizar esse recurso em prol de catalisar transformações no espaço em que vivemos?

Cidade Alta, 2019 - Elisa Gianvenuti

Cidade Alta, 2019

Elisa Gianvenuti

A invenção da Rio Branco, 2019 - Elisa Gianvenuti

A invenção da Rio Branco, 2019

Elisa Gianvenuti

.

Existe Vida

na Moema, 2021

Jayne Pereira

Curtas Urbanos, 2018

Jayne Pereira

Existe Vida na Moema, 2021 - Jayne Pereira

1. O curta foi resultado de um trabalho no Atelier Integrado de Arquitetura e Urbanismo, disciplina do nono período da graduação de Arquitetura e Urbanismo na UFRN, a qual incentiva a investigação e proposta de soluções para demandas sociais de comunidades presentes na cidade.

2.  Inspirado num projeto anterior no Departamento de Arquitetura da UFRN, encabeçado pelo professor José Clewton junto ao pesquisador Fred Luna, intitulado Cidade em Cena - que trazia longas-metragens seguidos de uma discussão sobre as temáticas presentes nas obras - cunhamos o projeto Curtas Urbanos, coordenado pela professora Amíria Brasil e com a participação de estudantes voluntários e apoio do Centro Acadêmico (CAAU), e do grupo Vozes da Cidade e Fórum de Direito à Cidade em uma de suas edições. A experiência foi relatada em artigo publicado na Revista Projetar. BRASIL, A. B.; PEREIRA, J. L.; GIANVENUTI, E.; MELO, N. A. Curtas Urbanos: debatendo questões urbanas através do audiovisual. Natal/RN: Revista Projetar - Projeto e Percepção do Ambiente v.4, n.1, Abril de 2019.

3. Doutor em Estruturas Ambientais Urbanas, pela Universidade de São Paulo e Mestre em Antropologia Social pela UFRN, atuou como professor da Graduação e Pós-graduação de Arquitetura e Urbanismo. LIMA, P. Luís da Câmara Cascudo e a questão urbana em Natal. Natal: EDUFRN, 2006.

4. Professora doutora do Departamento de Arquitetura da UFRN atuando na graduação, pós-graduação e grupos de pesquisa com ênfase em planejamento ambiental e projeto urbano e territorial. Dentre suas atuações se destacam a participação no Observatório das Metrópoles e coordenação no Fórum de Direito à Cidade, que realiza o monitoramento do processo de revisão do Plano Diretor de Natal.

ATAIDE, R. Plano diretor e proteção ambiental: abrindo caminhos para um novo modelo de gestão em Natal. In: OLIVEIRA, G. P.; FERREIRA, A. L. (Org.). Natal: intervenções urbanísticas, morfologia e gestão da cidade. Natal: EDUFRN, 2006.

5. O Menino do Dente de Ouro (2015), de Rodrigo Sena. 

6. Sem Ser Semeado (2017), de Natália Noro e Norton Rafael.

7. Abraço de Maré (2013), de Victor Ciriaco.

14. Estrondo (2013), de Ygor Felipe.

15. [In]sustentável (2018), de Julio Castro e Seo Cruz.

8. Leningrado, Linha 41 (2017), de Dênia Cruz.

9. Casa com Parede (2020), de Dênia Cruz.

10. Entre Muros: vida escondida na Comunidade do Jacó (2018), de Marcello Uchoa.

11. Catarro (2018), de Paulo Dumaresq.

12. Cidadãos Invisíveis (2019), de Paulo Dumaresq.

13. Tire as Construções da Minha Praia (2020), de Ruy Rocha.

.

.

.

Igapó, 2006 - Erre Rodrigo

Igapó, 2006

Erre Rodrigo

Ônibus, 2007 - Erre Rodrigo

Ônibus, 2007

Erre Rodrigo

Ponta Negra televisionada, 2019

Elisa Gianvenuti

Ponta Negra televisionada, 2019 - Elisa Gianvenuti
 
Jayne Pereira.jpg

Jayne Pereira

jayne.lp@gmail.com 

Arquiteta urbanista e realizadora audiovisual independente, adentrou no universo do audiovisual durante a graduação, aprofundando suas experimentações durante seus estudos na Filadélfia (EUA). Considera o documentário uma forma de apreender realidades sensorialmente, sejam inusitadas, belas ou hostis.